Roteiro de 1 dia em Ouro Preto

Categoria Viagem , 21 de fevereiro de 2017, por Wanila Goularte

Ouro Preto: não dá pra conhecer Minas Gerais sem visitar essa cidade! Por isso quando minha amiga disse que viria passar alguns dias aqui, eu tive certeza que precisava levá-la até lá, pra que ela conhecesse um pouco mais da história do nosso estado. Como eu já contei nesse post, nós tínhamos poucas horas pra passear por Ouro Preto, mas foram o suficiente. E se você também quer conhecer a cidade mas tem pouco tempo, saiba que é possível sim. Vem com a gente!

 

 

Nós fomos de ônibus saindo de BH. O ônibus custa em média R$35 e sai de hora em hora. Nós saímos às 7 da manhã, e às 9h já estávamos em Ouro Preto. Descemos na rodoviária e nossa primeira parada foi a Igreja de São Franciso de Paula, que fica bem atrás. Lá tem uma vista bem bonita da cidade e aproveitamos para tirar algumas fotos. Essa é uma das poucas igrejas que não cobra pela visitação, mas como estava em reforma, não tinha muito para ser visto. Como sempre, não pode fotografar/filmar dentro das igrejas.

 

 

Depois disso descemos o morro e passamos por uma outra igreja, que infelizmente estava fechada, então seguimos descendo. Depois de um morro e outro, chegamos na famosa Rua dos Bancos. É uma rua em que (adivinha!) ficam concentradas a maioria das agências bancárias da cidade, mas o que encanta mesmo é a arquitetura bastante preservada. Parece que estamos no passado!

 

Foto do blog Histórias e Viagem

 

 

Logo em seguida visitamos a Casa dos Contos, que tinha acabado de abrir. A entrada é gratuita e o lugar se divide em três partes: no primeiro piso, existe uma lojinha de artesanato de artistas locais e também uma antiga senzala, onde podemos ver documentos e utensílios (se é que podemos chamá-los assim) da época dos escravos. No segundo piso, fica o Museu da Casa da Moeda, e pudemos conhecer toda a história da Moeda brasileira. No terceiro andar (depois de subir uma escada muito íngreme), encontramos uma sala onde os inconfidentes se encontravam, vários documentos da época da inconfidência e um objeto muito interessante, um tipo de binóculo que é conhecido como o “logo ali” dos mineiros.

 

Foto do blog Caçadores de Bibliotecas

 

Saindo da casa dos contos, subimos para a praça de Tiradentes, e o Museu da Independência. Esse museu é parada obrigatória, já que lá podemos conhecer melhor toda a história da Monarquia e da Inconfidência. A entrada é R$10 e R$5 para estudantes. É um lugar para se ver com calma e prestar atenção em cada detalhe, entrando mesmo na história. É simplesmente incrível! Na saída, demos a sorte de conversar com um guarda super legal que nos indicou um bom restaurante para almoçar, chamado Panela de Barros. É um restaurante self-service muito simples, porém com comida mineira bem gostosa, e pagamos mais ou menos R$30 para o almoço para as duas. Depois de comer, fomos para a feirinha.

 

 

A Feira do Largo de Coimbra é um ponto que você precisa visitar. Lá você encontra DE TUDO esculpido em pedra sabão. Caixinhas, imagens sacras, coisas de futebol… De tudo mesmo. É o lugar ideal para comprar lembranças pra levar pra casa e pros amigos. Ao lado da feira, fica a Igreja de São Francisco de Assis e o Museu do Aleijadinho, a entrada é R$10 e vale super a pena. A igreja é linda por dentro, e as obras do Aleijadinho são uma daquelas coisas que você não pode perder.

 

Logo em seguida, subimos e passamos novamente em frente ao Museu da Inconfidência, mas dessa vez com direção a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que infelizmente estava fechada. É importante lembrar que todas as igrejas fecham para almoço, e entre meio dia e uma da tarde, é difícil visitá-las. Tiramos algumas fotos e fomos conhecer o Teatro Municipal, que fica quase em frente. O valor para a entrada no teatro é de R$2.

 

 

É simplesmente incrível. Subir no palco, se sentar nas cadeiras, andar pelo teatro e imaginar quem se apresentava por ali, e os nobres que assistiam… É uma sensação maravilhosa! Ele ainda está conservado, mas não é tão visitado quanto os outros pontos. Pedimos informação lá mesmo para visitar nosso último ponto: a igreja de Nossa Senhora do Pilar.

Depois de descer muitos morros de quase 90 graus e achar que estávamos no caminho errado, finalmente chegamos a Igreja. Nos sentamos um pouco na pracinha ao lado para descansar, compramos nossos ingressos (R$10 cada) e entramos. E, é claro, ficamos sem palavras. No momento em que entrei, a primeira palavra que veio a minha cabeça foi: magnífico. Eu nunca vi tanto ouro em um lugar só. O teto, de tão lindo, é comparado com do da capela sistina, e o altar é simplesmente deslumbrante. Nos sentamos para observar, porque é sensacional. Ela era frequentada pela realeza, por isso todo o luxo. Na sacristia e na parte de baixo da igreja, funciona o museu de arte sacra, com milhares de peças antigas. Se você tiver tempo ou paciência para visitar apenas uma igreja, essa com certeza é a sua escolha.

 

Interior da igreja do Pilar

Depois disso fomos até o ponto de ônibus mais próximo, que fica bem pertinho da igreja, e pegamos uma lotação para a rodoviária, de onde fomos embora às 14 horas. Pois é, em apenas 5 horas conseguimos visitar todos esses lugares! Se você tem pouco tempo, assim como a gente, saiba que é possível sim conhecer Ouro Preto, mas também é super legal passar alguns dias na cidade para poder visitar com calma os seus arredores, as minas de ouro e as cidades vizinhas.

 

DICAS

 

– É normal ter que pagar para entrar em igrejas, não se assuste. Se não quiser gastar muito com isso, escolha apenas uma (minha sugestão é a do Pilar), ou vá em horário de missa.

 

– Não pegue taxis. Os taxistas não usam taxímetro e cobram MUITO caro pra andar qualquer pouquinho, ainda mais quando percebe que é turista.

 

– Mil pessoas vão te parar te oferecendo guia, pra levar em todos os lugares de carro, pra tirar foto, pra comer em certos restaurantes… A maioria é furada e você vai pagar caro atoa. Converse com guardas dos museus e as pessoas que cuidam das igrejas, eles sabem as melhores opções.

 

– É mais legal ir a pé. As ruas são muito estreitas para se andar de carro e é difícil achar lugar para estacionar. Coloque um sapato confortável e aproveite!

 

– Procure antes no TripAdvisor os lugares que quer visitar e faça um percurso no Google Maps (foi o que nós fizemos!). Assim você consegue fazer uma rota melhor.

 

– Igrejas e museus não costumam aceitar cartão de crédito, então leve dinheiro.

 

Então pessoal, sei que o post ficou longo, mas queria dar informações bem legais pra vocês que também estão planejando conhecer a cidade. Gostou do post? Já conhece Ouro Preto? Me conta aí nos comentários!

Formada em Marketing, apaixonada por fotografia, se amarra em design, maratona séries, engole livros e ama a blogosfera. As vezes tenta gravar uns vídeos também.

3 COMENTÁRIOS

  1. 21 de fevereiro de 2017 às 23:27

    http://ameninadajanela.com

    Adorei o roteiro!
    Já fui umas 3 ou 4 vezes em Ouro Preto, sempre só passo, almoço, dou uma andada e vou embora… Tenho uma lista de restaurantes incríveis que já comi lá hahah (mentira, nem lembro os nomes, mas todos foram incríveis).
    Só conheço a praça/museu da independencia e a feirinha dessa sua lista, já rodei muito lá perto e na verdade, sou mais apaixonada por Lavras Novas, um distritozinho de Ouro Preto que é simplesmente encantador! Se um dia tiver oportunidade, vá conhecer!
    Morro de vontade de ir na casa dos contos, todas as vezes dei o azar de estar fechada por algum motivo 🙁 E não curto muito entrar nessas igrejas… não me sinto muito bem. Mas sem duvidas, a arquitetura dessa cidade vale a pena <3
    Beijos!

  2. Verônica Santana

    18 de maio de 2017 às 00:15

    Wanila, amei o blog.
    Ja fui várias vezes em OP e ainda assim, não conheço todos os lugares, inclusive alguns que citou na reportagem!
    Obrigada pelas dicas e irei segui-las!
    Beijo lindona!
    OBS: Ah… e Lavras Novas é um dos lugares mais aconchegantes que já fui na vida (17 km de OP) – lugar simples remetido à natureza (maravilhosa por sinal) e muito, muito e muito acolhedor e romântico. Vale muito a pena ( eu amo, então, sou suspeita!) s2

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